Resumo da Parashá: Vayechi

A Parashá Vayechi conclui o livro de Bereshit com os momentos finais de Yaakov, suas bênçãos proféticas aos filhos e netos, e o perdão de Yosef aos irmãos, enfatizando temas como legado espiritual, providência divina, retificação da alma e esperança na redenção futura. Kabbalisticamente, representa a unificação das sefirot, a elevação da Shechinah e a transformação do exílio em abundância espiritual (Zohar Vayechi). Talmúdica e midráshica, destaca a eternidade da vida através dos descendentes, a importância da unidade familiar e lições éticas sobre perdão e herança (Talmud Ta’anit 5b; Bereshit Rabbah). A haftará de Reis I 2:1-12 ecoa as instruções finais de David a Salomão, paralelando as bênçãos de Yaakov. Que esta parashá inspire reflexão sobre nossa própria herança espiritual e conexão com o Divino!

Os Últimos Dias de Yaakov e o Pedido de Sepultamento (Gênesis 47:28–31)

Resumo dos Eventos Yaakov vive 17 anos no Egito, totalizando 147 anos de vida. Sentindo a morte próxima, chama Yosef e pede que jure não sepultá-lo no Egito, mas levá-lo para a sepultura ancestral em Canaan. Yosef jura, e Yaakov se curva na cama.

Explicações e Paralelos Cabalísticos e Talmúdicos Kabbalisticamente, os 17 anos no Egito são os melhores da vida de Yaakov, simbolizando paz familiar e elevação de centelhas de santidade do mundano (gematria de “bom” = 17, ligada à alegria em Goshen; Zohar I:233a). Representa a descida da linha média (Tiferet) ao ego (Malchut/Egito) para retificação, como um “cavalo de Troia” espiritual, preparando a abundância antes do exílio (comentário de Laitman). Talmúdica, Yaakov “não morreu”, pois seus descendentes vivem, enfatizando a eternidade através da prole e Torá (Talmud Ta’anit 5b; Bereshit Rabbah 96:5). O pedido de sepultamento reflete “chesed ve’emet” (bondade verdadeira), ato desinteressado sem recompensa, paralelo a midrásh sobre evitar idolatria no Egito (Midrash Tanchuma Vayechi 3).

A Bênção de Efraim e Menashe (Gênesis 48:1–22)

Resumo dos Eventos Yosef leva seus filhos Menashe e Efraim a Yaakov enfermo. Yaakov adota-os como seus, recorda promessas divinas e abençoa-os, cruzando as mãos para priorizar Efraim (o mais novo) sobre Menashe, profetizando maior grandeza para Efraim. Apesar da objeção de Yosef, Yaakov confirma e dá a Yosef uma porção extra de terra.

Explicações e Paralelos Cabalísticos e Talmúdicos Kabbalisticamente, o cruzamento de mãos transcende a ordem natural, fundindo Chochmah (sabedoria) e Binah (entendimento), simbolizando grandeza espiritual de fontes inesperadas e proteção contra o mau-olhado via “olho bom” (gematria 147 anos de Yaakov; Tanya sobre pensamentos positivos). Efraim representa frutificação no exílio, transformando opressão em luz, enquanto Menashe recorda o lar espiritual; a bênção combina identidade judaica (Menashe) com transformação do escuro (Efraim; Zohar I:235b; insights do Rebbe). Talmúdica, o cruzamento ecoa “a esquerda afasta, a direita aproxima”, equilibrando misericórdia e rigor (Sotah 13a implícito; Rashi sobre misericórdia aos cruéis). Midrásh vê nos nomes desafio à primogenitura, como em outros patriarcas (Bereshit Rabbah).

As Bênçãos de Yaakov às Doze Tribos (Gênesis 49:1–28)

Resumo dos Eventos Yaakov reúne os filhos para profetizar o futuro “no fim dos dias”. Abençoa cada um individualmente: Reuven perde vantagens por impulsividade; Shimon e Levi são divididos por violência; Yehudá recebe liderança e messianismo; Zevulun prospera no mar; Issachar no estudo; Dan como juiz; Gad guerreiro; Asher abundante; Naftali eloquente; Yosef frutífero e fortalecido; Binyamin predador. São as 12 tribos, abençoadas segundo suas naturezas.

Explicações e Paralelos Cabalísticos e Talmúdicos Kabbalisticamente, as bênçãos são revelações proféticas definindo essências tribais como blueprint divino, retificando máculas ancestrais e unificando sefirot (Reuven/Hesed, Shimon/Gevurah, Levi/Tiferet; Arizal sobre tikkun). Rebukes (como a Reuven) vêm de amor maior, abundância oculta de Atzilut manifestando-se como aflição nos mundos inferiores (gematria bênção + rebuke = 666; Zohar I:238a). Yosef como Yesod coleta forças superiores para Malchut. Talmúdica, as palavras são profecias, não bênçãos iniciais; enfatiza unidade e Shemá (Mishneh Torah sobre Yaakov exortando unidade divina; Sanhedrin 105a implícito). Midrásh interpreta nomes como papéis éticos, e Zohar vê todas como bênçãos disfarçadas (Vayikra Rabbah sobre luz do caos em Binyamin).

A Morte e o Sepultamento de Yaakov (Gênesis 49:29–50:14)

Resumo dos Eventos Yaakov ordena sepultamento na caverna de Machpelá com os patriarcas. Expira após recolher os pés na cama. Yosef embalsama-o por 40 dias; egípcios pranteiam 70 dias. Com permissão do Faraó, uma grande caravana leva o corpo a Canaan, pranteando sete dias em Goren Haatad (chamado Avel Mitsraim). Sepultam-no em Machpelá e retornam ao Egito.

Explicações e Paralelos Cabalísticos e Talmúdicos Kabbalisticamente, a morte de Yaakov eleva a Shechinah, completando Tiferet e unificando patriarcas/matricarcas na caverna (duplicação Bina-Malchut para estrutura de luz divina; Zohar I:240b). Simboliza transição de liderança espiritual, com embalsamamento preparando unificação ancestral (Laitman sobre fim de grau e Bitush). Talmúdica, o cortejo honra Yaakov, com egípcios mudando ordem ao ver reverência; luz bone (luz da espinha) indestrutível para ressurreição (Vayikra Rabbah 18:1; Ta’anit 5b). Midrásh sobre pranto pesado evita punição egípcia e idolatria (Pesikta DeRav Kahana).

O Perdão de Yosef e os Últimos Dias de Yosef (Gênesis 50:15–26)

Resumo dos Eventos Após a morte de Yaakov, irmãos temem vingança de Yosef, pedem perdão citando ordem paterna. Yosef chora, assegura que Deus transformou mal em bem para salvar vidas, e promete sustentá-los. Vive 110 anos, vê bisnetos, profetiza visita divina e pede que levem seus ossos. Morre, é embalsamado e colocado em caixão no Egito.

Explicações e Paralelos Cabalísticos e Talmúdicos Kabbalisticamente, o perdão de Yosef demonstra providência divina como Tzaddik, transformando desafios em crescimento espiritual (Zohar I:240b sobre fé em plano divino). Seus ossos no Egito simbolizam Yesod incrustado no ego, levando ao desespero e êxodo (Laitman sobre Trojan horse e correção gradual). Talmúdica, exemplifica relações fraternas ideais contra exemplos negativos (Pesikta DeRav Kahana 16:5; Sotah 13a sobre reassurância). Midrásh enfatiza ossos como promessa de redenção, e Yaakov “não morreu” via descendentes (Berachot 17a sobre ver o mundo na vida).

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