Parashá Mikêts – Gênesis 41:1 a Gênesis 44:17 – BHS

A Parashá Mikêts nos transporta para o momento pivotal na vida de José, após dois anos esquecido na prisão, quando os sonhos do Faraó abrem as portas para sua ascensão meteórica ao poder no Egito. Aqui, José interpreta visões proféticas de fartura seguida de fome devastadora, demonstrando sabedoria divina que o eleva a governador, responsável por salvar nações da inanição. Entremeada nessa narrativa, vemos o reencontro tenso com seus irmãos, que descem ao Egito em busca de alimento, sem reconhecê-lo, enquanto José os testa com astúcia, culminando na acusação contra Benjamim. Esta porção revela a providência divina que transforma o esquecimento e o sofrimento em redenção, os sonhos como mensageiros do destino e a complexidade do perdão familiar. Temas centrais incluem: a interpretação profética e a confiança na orientação de Deus, a preparação sábia para tempos de crise, a reconciliação através de provas e arrependimento, a liderança humilde perante o poder e a fidelidade à identidade em meio ao exílio. Que esta leitura nos inspire a discernir os sinais divinos em nossas provações, confiando que mesmo nas profundezas da adversidade, Hashem tece um plano de salvação e elevação. Que esta leitura ilumine sua semana!

Texto da Parashá

Os Sonhos do Faraó e a Interpretação de José (Gênesis 41:1–36)

1 Ao fim de dois anos, o Faraó sonhou que estava perto do Nilo. 2 E eis que do Nilo subiam sete vacas – formosas à vista e gordas de carne –, e pastavam no prado. 3 E eis que outras sete vacas subiam atrás delas, do Nilo – feias à vista e magras de carne –, e paravam perto das (outras) vacas sobre a orla do Nilo. 4 E as vacas feias à vista e magras de carne devoraravam as sete vacas formosas à vista e gordas – e o Faraó despertou. 5 E dormiu de novo e teve outro sonho: Eis que sete espigas gordas e boas subiam numa só haste, 6 e eis que sete espigas miúdas e batidas pelo vento do oriente brotaram depois delas; 7 e as sete espigas miúdas engoliam as sete espigas gordas e cheias – e o Faraó despertou, e eis que era um sonho. 8 Pela manhã, seu espírito estava perturbado, então enviou e chamou a todos os magos do Egito e a todos os seus sábios, e o Faraó contou-lhes o seu sonho, e não houve quem o interpretasse ao Faraó. 9 E o chefe dos copeiros falou ao Faraó, dizendo: Meus pecados faço lembrar hoje: 10 o Faraó havia se zangado com seus servos e me pôs na prisão do chefe dos carrascos – a mim e ao chefe dos padeiros. 11 E tivemos um sonho certa noite, eu e ele sonhamos cada um conforme a interpretação de seu sonho. 12 E ali conosco estava um jovem hebreu – servo do chefe dos carrascos –, e contamos-lhe, e interpretou-nos nossos sonhos; a cada um como seu sonho, interpretou. 13 E conforme nos interpretou assim aconteceu: a mim fez voltar a meu posto, e a ele enforcou. 14 E o Faraó enviou e chamou a José; e fizeram-no sair precipitadamente do cárcere, e cortou o cabelo, mudou suas roupas e veio ao Faraó. 15 E o Faraó disse a José: Tive um sonho e não há quem o interprete; e eu escutei sobre ti, dizendo que ouvias sonhos para interpretá-los. 16 E José respondeu ao Faraó, dizendo: Longe de mim! Deus é que há de dar uma resposta de paz ao Faraó! 17 – e o Faraó falou a José: No meu sonho, eu estava sobre a orla do Nilo. 18 E eis que do Nilo subiam sete vacas, gordas de carne e formosas à vista, que pastavam no prado; 19 e outras sete vacas subiam atrás delas, magras e muito feias de forma e vazias de carne; nunca vi tão ruins como estas em toda a terra do Egito! 20 E as vacas vazias e feias devoravam as sete vacas primeiras, as gordas; 21 e entravam nas suas entranhas, e não se notava que houvessem entrado nas suas entranhas, e sua aparência era feia como no princípio. Então despertei. 22 E vi no meu sonho, e eis que sete espigas subiam numa haste, cheias e boas; 23 e eis que sete espigas secas, miúdas e batidas pelo vento do oriente, brotavam atrás delas; 24 e as espigas miúdas engoliam as sete espigas boas. E contei aos magos e não houve quem me explicasse. 25 Então José disse ao Faraó: O sonho do Faraó é um só. O que Deus fará, anunciou ao Faraó. 26 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são sete anos. O sonho é um só! 27 E as sete vacas vazias e más que subiam atrás delas são sete anos, e as sete espigas vazias e batidas pelo vento do oriente serão sete anos de fome. 28 É isto que falei ao Faraó: o que Deus fará, mostrou ao Faraó. 29 Eis que vêm sete anos; haverá grande fartura em toda a terra do Egito. 30 E levantar-se-ão sete anos de fome atrás deles; e será esquecida toda a fartura na terra do Egito, e a fome acabará com a terra. 31 E não será conhecida a fartura na terra ante aquela fome que virá depois, porque será muito pesada. 32 E ao se repetir o sonho ao Faraó duas vezes, quer dizer que a coisa é certa por parte de Deus e que Deus se apressa em fazê-la. 33 E agora, veja o Faraó um homem entendido e sábio, e ponha-o sobre a terra do Egito. 34 Faça isto, Faraó: Nomeie encarregados sobre a terra e aprovisione a terra do Egito nos sete anos de fartura, 35 e junte todo o alimento desses anos bons, que vêm, e amontoem os grãos sob o poder do Faraó, alimento nas cidades, e guardem-no. 36 E o alimento será como uma reserva para o povo, para os sete anos de fome que haverá na terra do Egito, e não perecerá o povo da terra por causa da fome.

A Ascensão de José ao Poder (Gênesis 41:37–57)

37 E este parecer agradou aos olhos do Faraó e aos olhos de todos os seus servos. 38 E o Faraó disse a seus servos: Será possível encontrar outro homem como este, no qual o espírito de Deus esteja com ele? 39 E o Faraó disse a José: Depois que Deus fez saber a ti tudo isto, não há entendido nem sábio como tu! 40 Tu estarás sobre minha casa, e por teu dito todo meu povo será governado; somente no trono serei maior que tu. 41 E o Faraó disse a José: Vê, te fiz responsável sobre toda a terra do Egito! 42 E o Faraó tirou o seu anel de sua mão e o pôs sobre a mão de José, e fez-lhe vestir roupas de linho e pôs um colar de ouro sobre seu pescoço. 43 E o fez montar no seu segundo carro, que ele tinha, e clamavam diante dele: ‘Mestre do Rei’, e nomeou-o sobre toda a terra do Egito. 44 E o Faraó disse a José: O Faraó sou eu, mas fora de ti, ninguém poderá levantar a mão ou o pé em toda a terra do Egito. 45 E o Faraó denominou José de Tsafnat Panêah (‘Intérprete dos Mistérios’), e deu-lhe Asnat bat [filha de] Poti Féra, o chefe de On, por mulher. E José saiu pela terra do Egito. 46 E José tinha 30 anos de idade ao estar diante do Faraó, o rei do Egito; e José saiu de diante do Faraó e passou por toda a terra do Egito. 47 E a terra produziu, durante os sete anos de fartura, a mãos cheias, 48 e (José) juntou todo o alimento dos sete anos que houve na terra do Egito e guardou o alimento nas cidades; o alimento de cada cidade – da produção do campo e de seus arredores –, guardou nela. 49 E José amontoou grãos como a areia do mar, muitíssimo, até que cessou de contar, pois não havia número. 50 E nasceram a José dois filhos – antes que viesse o ano da fome – os quais deu à luz para ele Asnat bat Poti Féra, o chefe de On. 51 E José chamou o nome do primogênito Menashe, pois Deus me fez esquecer todas as minhas penas e toda a casa de meu pai. 52 E ao nome do segundo chamou Efráim, pois Deus me fez frutificar na terra de minha aflição. 53 E terminaram-se os sete anos de fartura que houve na terra do Egito, 54 e começaram a vir os sete anos de fome, como José dissera; e houve fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. 55 Quando toda a terra do Egito se esfomeou, o povo clamou ao Faraó por pão. E o Faraó disse a todo o Egito: Ide a José; o que vos disser, fazei. 56 E quando a fome estava sobre toda a superfície da terra, José abriu todos os armazéns onde havia comida, e vendeu aos egípcios; mas a fome só recrudescia na terra do Egito. 57 E de toda a terra vinham ao Egito para comprar de José, porque havia aumentado a fome em toda a terra.

A Primeira Viagem dos Irmãos ao Egito (Gênesis 42:1–38)

1 E Jacob soube que havia alimento no Egito, e Jacob disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? 2 E disse: Eis que escutei que há alimento à venda no Egito; descei ali e compraios para nós, e viveremos e não morreremos. 3 E os 10 irmãos de José desceram para comprar trigo do Egito. 4 E a Benjamim, irmão de José, Jacob não enviou com seus irmãos, porque disse: Quiçá lhe aconteça um desastre! 5 E os filhos de Israel foram entre os que iam para comprar, porque havia fome na terra de Canaan. 6 E José era o governador da terra; ele é que fazia vender a todos os povos da terra. E os irmãos de José vieram e prostraram-se ante ele, de rosto em terra. 7 E José viu a seus irmãos e os reconheceu, mas não se deu a conhecer a eles, e falou-lhes duramente, dizendo-lhes: De onde viestes? – e disseram: Da terra de Canaan, para comprar alimentos. 8 E José reconheceu a seus irmãos, mas eles não o reconheceram. 9 E José recordou os sonhos que tivera sobre eles, e disse-lhes: Vós sois espiões; para verdes a nudez (o ponto vulnerável) da terra, viestes! 10 E disseram-lhe: Não, meu senhor! Teus servos vieram comprar alimento! 11 Todos nós somos filhos de um mesmo homem. Somos sinceros. Teus servos não são espiões! 12 – e disse-lhes: Não! A nudez da terra viestes ver! 13 – e disseram: Nós, teus servos, somos 12 irmãos, filhos de um mesmo homem da terra de Canaan; e eis que o caçula está hoje com nosso pai, e o outro não está mais. 14 E José disse-lhes: Eis o que falei a v proffós, dizendo: Vós sois espiões! 15 Mas desta forma sereis provados: Pela vida do Faraó, que não saireis daqui, salvo se vosso irmão caçula vier aqui. 16 Enviai um de vós para que traga vosso irmão; quanto a vós, sereis encarcerados, e serão provadas vossas palavras, se a verdade estiver convosco; e senão, pela vida do Faraó, porque vós sois espiões! 17 – e os recolheu em detenção por três dias. 18 E José disse-lhes no terceiro dia: Fazei isto e vivereis, pois a Deus eu temo. 19 Se sois sinceros, um de vossos irmãos será encarcerado na casa de vossa detenção, e ide vós e levai alimentos para a fome de vossas casas. 20 E a vosso irmão, o caçula, trazei-o a mim e serão acreditadas vossas palavras, e então não morrereis. E fizeram assim. 21 E cada um disse a seu irmão: De certo somos culpados por nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma ao rogar a nós, e não o escutamos; por isso veio-nos esta angústia. 22 E Ruben respondeu-lhes, dizendo: Eu bem que vos falei, dizendo: Não pequeis contra o menino – mas não escutastes, e eis que seu sangue também é requerido. 23 E eles não sabiam que José os entendia, porque havia um intérprete entre eles. 24 E virou-se e chorou, e voltou a eles e falou-lhes; e tirou Simão deles e prendeu-o ante seus olhos. 25 E José recomendou que enchessem suas bolsas de grão, e que devolvessem o dinheiro de cada um no seu saco, e que lhes dessem provisões para o caminho; e assim lhes foi feito. 26 E carregaram seu alimento sobre seus jumentos, e foram-se dali. 27 E um deles abriu seu saco para dar forragem a seu jumento na estalagem, e viu seu dinheiro, que estava na boca de seu saco. 28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi devolvido, e também está aqui na minha bolsa! E tremeu seu coração, e cada um estremeceu com seu irmão, dizendo: Que é isto que Deus fez a nós? 29 E chegaram a Jacob, seu pai, na terra de Canaan, e anunciaram-lhe todas as coisas que lhes haviam acontecido, dizendo: 30 O homem, senhor da terra, falou duramente conosco, e nos tomou por espiões da terra. 31 E dissemos-lhe: Somos sinceros, não somos espiões! 32 12 irmãos somos, filhos de nosso pai; um não está mais e o caçula está hoje com nosso pai na terra de Canaan. 33 E o homem, o senhor da terra, disse-nos: Com isto saberei que sois sinceros: deixai comigo um de vossos irmãos, e para a fome de vossas casas tomai e ide. 34 E trazei vosso irmão menor a mim, e saberei que não sois espiões, e sim sinceros; então devolverei vosso irmão e negociareis na terra. 35 Mas quando eles esvaziaram seus sacos, eis que cada um tinha sua sacola de dinheiro em seu saco; e viram as sacolas de dinheiro, eles e seu pai, e temeram. 36 E Jacob, seu pai, disse-lhes: Vós me desfilhastes! José não está, e Simão não está, e a Benjamim haveis de tomar! Todas estas coisas são contra mim! 37 E Ruben falou a seu pai, dizendo: A dois de meus filhos farás matar se não o trouxer a ti; dá-o em minha mão, e eu o devolverei a ti. 38 E disse: Meu filho não descerá convosco! Porque seu irmão morreu, e ele ficou só; e se lhe acontecer um desastre no caminho que trilharem, fareis minha velhice descer com tristeza à sepultura.

A Segunda Viagem com Benjamim e o Banquete na Casa de José (Gênesis 43:1–34)

1 E a fome era forte na terra. 2 Mas quando terminaram de comer o alimento que trouxeram do Egito, seu pai lhes disse: Voltai e comprai um pouco de alimento para nós. 3 E Judá falou-lhe, dizendo: O homem advertiu-nos, dizendo: Não vereis meu rosto se vosso irmão não estiver convosco. 4 Se tu enviares o nosso irmão conosco, desceremos e compraremos alimento para ti, 5 mas se tu não enviares, não desceremos, pois o homem nos disse: Não vereis meu rosto se vosso irmão não estiver convosco. 6 E Israel disse: Por que me fizestes mal ao dizer ao homem que ainda tínheis outro irmão? 7 – e disseram: O homem nos perguntou sobre nós e sobre nossa parentela, dizendo: Vosso pai ainda vive? Tendes irmão? – e falamos-lhe conforme as mesmas palavras. Como saberíamos que diria: Fazei descer o vosso irmão?! 8 E Judá disse a seu pai Israel: Envia o rapaz comigo, e nos levantaremos e iremos, e assim viveremos e não morreremos, tanto nós como tu, e também nossas crianças. 9 Eu serei o seu fiador; de minha mão o pedirás; se não o trouxer a ti e o colocar diante de ti, pecarei para ti todos os dias. 10 Porque se não nos houvéssemos demorado, agora estaríamos de volta pela segunda vez. 11 E Israel, seu pai, disse-lhes: Já que é assim, fazei isto: Tomai do melhor da terra em vossas vasilhas e levai de presente ao homem; um pouco de bálsamo, um pouco de mel, cera e goma odorífera, pistácia e amêndoas. 12 E dinheiro dobrado tomai em vossas mãos; e o dinheiro que foi devolvido à boca de vossos sacos, devolvereis com vossas mãos; talvez seja só um engano. 13 E tomai a vosso irmão, e levantai-vos e voltai ao homem. 14 E que Deus TodoPoderoso vos dê piedade diante do homem, e solte a vosso outro irmão e a Benjamim. E eu, se ficar desfilhado, desfilhado ficarei. 15 E tomaram os homens aquele presente, e dinheiro em dobro tomaram em suas mãos, e a Benjamim; e levantaram-se e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante de José. 16 E José viu Benjamim com eles; e disse ao responsável por sua casa: Traz os homens para casa, e degola animais e prepara-os, pois os homens comerão comigo ao meio-dia. 17 E o homem fez como José disse, e trouxe os homens à casa de José. 18 E os homens temeram por serem levados à casa de José, e disseram: Por causa do dinheiro que voltou em nossas bolsas, no princípio, fomos trazidos; para nos assaltar, para cair sobre nós e para tomar-nos como escravos, e aos nossos jumentos. 19 E chegaram-se ao responsável pela casa de José e falaram-lhe à entrada da casa, 20 e disseram: Rogo, meu senhor, já descemos uma vez antes para comprar alimentos, 21 e quando chegamos à estalagem, abrimos nossas bolsas, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca da sua bolsa – nosso dinheiro em seu peso –, e o trouxemos de volta em nossas mãos. 22 E trouxemos outro dinheiro em nossas mãos para comprar alimento; não sabemos quem pôs nosso dinheiro em nossas bolsas. 23 E disse: A paz seja convosco! Não temais; foi vosso Deus e o Deus de vosso pai que vos deu esse tesouro em vossas bolsas, pois o vosso dinheiro veio a mim – e trouxe Simão para eles. 24 E o homem os levou à casa de José, e deulhes água e lavaram seus pés, e deu palha a seus jumentos. 25 E prepararam o presente até a vinda de José ao meio-dia, pois ouviram que ali haveriam de comer pão. 26 E José veio para casa, e trouxeramlhe o presente que tinham em suas mãos para dentro da casa, e prostraram-se em terra diante dele. 27 E perguntou-lhes sobre o seu bem-estar e disse: Há paz com vosso pai, o velho, que dissestes? Ele ainda vive? 28 E disseram: A paz está com teu servo, nosso pai; ele vive ainda – e curvaram-se e prostraram-se. 29 E levantou seus olhos e viu Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este vosso irmão caçula, que me falastes? – e disse: Que Deus te conceda graça, meu filho! 30 E José apressou-se, porque inflamou sua piedade por seu irmão, e quis chorar, e foi ao quarto e chorou lá. 31 E lavou seu rosto e saiu, e conteve-se e disse: Servi o pão! 32 E serviram para ele separado, e para eles separado, e para os egípcios que comiam com ele separado – pois os egípcios não podiam comer pão com os hebreus, porque isto era abominação para o Egito. 33 E sentaram-se diante dele, o primogênito segundo sua primogenitura, e o menor segundo sua mocidade; e os homens, entre si, ficaram admirados. 34 E distribuiu-lhes as porções que estavam diante dele, e multiplicou a porção de Benjamim cinco vezes mais que a porção de todos. E beberam e embriagaram-se com ele.

O Teste Final com o Copo de Prata (Gênesis 44:1–17)

1 E ordenou ao responsável por sua casa, dizendo: Enche os sacos dos homens de alimento – o quanto puderem levar –, e põe o dinheiro de cada um na boca de sua bolsa. 2 E meu copo, o copo de prata, porás na boca da bolsa do caçula, e o dinheiro de seu alimento. E ele fez como José lhe falou. 3 A manhã clareou e os homens foram despachados, eles e os seus jumentos. 4 Eles saíram da cidade, mas não se haviam distanciado, e José disse ao responsável por sua casa: Levanta-te, persegue os homens, alcança-os e lhes dirás: Por que pagastes o mal por bem? 5 É com isto que bebe meu senhor e adivinha com ele. Procedestes mal no que fizestes! 6 E alcançou-os e falou-lhes estas palavras. 7 E disseram-lhe: Por que fala meu senhor com estas palavras? Longe de teus servos fazer uma coisa destas! 8 Eis que devolvemos a ti o dinheiro que encontramos na boca de nossas bolsas, desde a terra de Canaan; e como roubaríamos da casa de teu senhor prata ou ouro? 9 Aquele de teus servos com quem for encontrado morrerá, e nós também seremos escravos para meu senhor. 10 E disse: Que seja agora também conforme vossas palavras: aquele com quem for encontrado o copo, somente ele será meu servo, e vós estareis limpos de culpa. 11 E apressaram-se e baixaram cada um sua bolsa à terra, e cada um abriu sua bolsa. 12 E procurou – começando pelo grande e terminando no pequeno – e o copo foi encontrado na bolsa de Benjamim. 13 E rasgaram suas roupas, e cada um carregou seu jumento e voltaram à cidade. 14 E Judá e seus irmãos vieram à casa de José – e ele ainda estava ali –, e prostraram-se em terra diante dele. 15 E José disse-lhes: O que é isto que fizestes? Acaso não sabeis que um homem como eu logo adivinharia! 16 E Judá disse: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como justificaremos? Deus achou o delito de teus servos; eis que nós somos servos de meu senhor – tanto nós como aquele em cujas mãos foi encontrado o copo. 17 – e disse: Longe de mim fazer isto! O homem em cujas mãos foi encontrado o copo, ele será meu servo; vós, subi em paz a vosso pai.

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