Midrash da Parashá: Bo

Aqui está o post completo para o blog, elaborado exatamente no mesmo estilo do exemplo de Parashat Vaerá: título repetido em H1, introdução resumindo os temas principais da parashá com tom inspirador e espiritual, seções em H2 com narrativas midráshicas fiéis (com correções mínimas de ortografia/gramática para fluidez, como “Bnei Yisrael”, “Hashem”, acentos consistentes), intercalando interpretações cabalísticas com o emoji 🤔 onde já presente no material fornecido, mantendo linguagem acessível mas séria e didática, lições espirituais e conclusão final com bênção.

Use markdown para o blog (como no exemplo anterior).

Midrash da Parashá: Bo –

Midrash da Parashá: Bo

Por / Gustavo

A Parashá Bo narra as últimas três pragas sobre o Egito (gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos), a instituição do Corban Pêssach, a brit milá como requisito, a saída apressada dos Bnei Yisrael e as mitsvot eternas de Pêssach, Rosh Chodesh e tefilin. Os midrashim enfatizam a obediência dos hebreus às ordens divinas apesar do risco, o fim da magia egípcia, o mérito adquirido pelas mitsvot que tornaram o povo digno da redenção e as lições profundas sobre liberdade espiritual, retificação das sefirot e quebra dos paradigmas de escravidão material e ideológica. Que estas narrativas nos inspirem a cumprir as mitsvot com fé plena, confiando que Hashem nos liberta de toda opressão para O servirmos em verdade.

Seleções do Midrash – A Oitava, Nona e Décima Praga

Desde que Moshê e Aharon foram ao Faraó com a mensagem de Hashem para libertar os hebreus, o Faraó havia sido castigado com sete pragas. Todas essas vezes negou-se a dar liberdade aos hebreus assim que a praga terminava.

Desta vez, Moshê e Aharon se dirigiram a ele pela oitava vez, com a advertência de um novo castigo: uma praga de gafanhotos.

Quando os criados do Faraó escutaram esta advertência, voltaram-se para o rei e disseram: “Por quanto tempo mais deixará que este homem, Moshê, cause-nos problemas? Prometa-lhe que deixará partirem todos os homens hebreus para servir ao Eterno. Mas faça com que as mulheres e crianças fiquem no Egito, para ter certeza de que os homens voltarão.”

O Faraó chamou Moshê e Aharon e perguntou: “A quem quereis tirar do Egito para servir a Hashem?”

“Todos os hebreus,” disseram Moshê e Aharon, “homens, mulheres e crianças. Levaremos também nossos animais.”

“Jamais!” gritou o Faraó. “Eu poderia deixar os homens saírem, mas de maneira alguma as crianças. Devem ficar aqui, para ter certeza de que os homens regressem. Veja só o que vocês querem! Fugir do Egito para sempre e não aceitam fazer alguns sacrifícios. Nunca o permitirei!” Ditas estas palavras, o Faraó virou as costas a Moshê e Aharon.

O Eterno então fez soprar um forte vento que trouxe gafanhotos ao Egito.

Os egípcios haviam visto gafanhotos antes, mas nunca tantos ao mesmo tempo. Havia milhões! O céu estava tão cheio deles que era impossível ver o sol. Os campos cheios de gafanhotos, como uma gigantesca manta de criaturas saltitantes, não deixavam o menor espaço livre.

A praga anterior, o granizo, havia destruído praticamente todo o cereal, a vegetação e o pasto do Egito. Agora os gafanhotos saquearam e devoraram até as últimas lavouras que restavam. Logo todos os campos e todas as árvores estavam desprovidos de qualquer alimento. Os egípcios se preocuparam: “Morreremos de fome!”

O Faraó apelou então para Moshê dizendo que deixaria o povo partir se a praga parasse. Moshê então saiu do palácio e rezou. Hashem fez soprar outro vento levando todos os gafanhotos para fora do Egito. Imediatamente o Faraó mudou de opinião e não libertou os Bnei Yisrael.

A Nona Praga: Trevas

O Faraó não desfrutou do alívio proporcionado pelo desaparecimento dos gafanhotos por muito tempo. Desta vez, Hashem disse a Moshê: “Estende sua mão para o céu, e a escuridão descerá sobre o Egito.” Moshê obedeceu e a escuridão começou a descer sobre a terra, como pesado manto negro. O dia se tornou mais escuro que a noite, e a noite se fez ainda mais escura! Os egípcios já não podiam reconhecer as silhuetas, pois tudo estava envolto na mais absoluta escuridão. De nada servia acender velas ou tochas, pois as trevas cobriam tudo.

Com três dias de escuridão, a praga imperava. O Eterno fez com que a nuvem negra ficasse tão espessa que os egípcios não podiam mover-se. Quem estava sentado, não conseguia levantar-se. Quem estava de pé, não conseguia sentar-se. Envolvidos na escuridão, todos os egípcios haviam se petrificado na posição em que se encontravam quando as trevas começaram. Assim, permaneceram imóveis por três dias.

Entretanto, os hebreus tinham liberdade para entrar nas casas egípcias sem serem perturbados. Não apenas tinham luz nas suas casas, mas cada vez que um hebreu entrava num local egípcio, a luz o acompanhava. Os hebreus podiam enxergar, no entanto os egípcios na mesma casa não conseguiam ver absolutamente nada. Tal como o Eterno havia planejado, os hebreus agora podiam abrir armários e baús dos egípcios, onde encontravam valiosos bens. Nenhum hebreu tocou num só bem pertencente aos egípcios, simplesmente conferiram os objetos.

Depois, quando os Bnei Yisrael saíram do Egito, Moshê os instruiu a pedir aos egípcios: “Dêem-nos ouro, prata e roupas para levarmos!”

Os egípcios afirmavam: “Não temos ouro, prata ou roupa!” E os hebreus contradiziam-nos: “Claro que têm! Vi ouro no baú e roupa atrás da cama.” Os egípcios terminaram por admitir que os hebreus estavam certos e deram o que lhes era pedido.

Algo mais sucedeu durante a praga das trevas. Entre os hebreus, muitos não acreditavam que Moshê e Aharon haviam sido realmente enviados por Hashem para tirar os hebreus do Egito.

Disseram: “Não cremos que algum dia sairemos desta terra. E mesmo que o fizéssemos, sem dúvida morreríamos de fome no deserto. Preferimos ficar no Egito.”

Hashem então resolveu castigá-los. Morreram nos dias de escuridão, sem serem vistos pelos egípcios, que se os vissem, teriam falado: “Veja estes hebreus que morrem? São tão maus como nós!”

A Décima Praga: Morte dos Primogênitos

Quando terminou a praga da escuridão, o Faraó voltou a chamar Moshê e Aharon. Disse-lhes: “Desta vez estou disposto a deixar todos saírem: homens, mulheres e crianças. Porém, devem deixar as ovelhas e o gado para trás, pois precisamos deles.”

“Nós também precisamos,” respondeu Moshê. “O Eterno nos pedirá sacrifícios. Temos de levar todos nossos animais quando partirmos.”

O Faraó gritou: “Fora daqui! Se tiverem a ousadia de pisar no palácio novamente os matarei!”

Moshê respondeu: “Não regressarei perante ti. Faço agora um aviso sobre a última praga: O Eterno, Ele próprio, descerá ao Egito no meio da noite e matará todos os egípcios que forem os filhos mais velhos. Depois desta praga, você e sua corte virão a mim e suplicarão para irmos embora.”

Em seguida, Moshê partiu.

A Primeira Mitsvá Encomendada ao Povo Hebreu: Rosh Chodesh

Antes que a nova praga começasse, Hashem ordenou a Moshê e Aharon que ensinassem ao povo de Israel a primeira mitsvá (preceito). Moshê e Aharon ensinaram então aos hebreus a mitsvá de Rosh Chodesh: (primeiro dia do mês).

Assim que os hebreus estiverem estabelecidos em Eretz Yisrael, o Bet Din determinaria todos os meses que dia seria Rosh Chodesh, o primeiro dia do novo mês hebraico. Como o tribunal decidiria quando começar o novo mês?

Vejamos:

Todos os meses a lua “cresce” e se “contrai”. No princípio do mês a lua é pequena. Então cresce, até assemelhar-se a uma banana. Até a metade do mês está cheia e redonda, como uma laranja. Logo começa a contrair-se novamente. Volta a diminuir mais e mais, até desaparecer no fim do mês. No próximo mês, volta a aparecer.

Todo hebreu que visse a pequena lua nova no começo do novo mês, deveria apresentar-se ao Bet Din. Ali informava: “Vi a lua nova no céu.” Os juízes então aguardavam que chegasse outro hebreu e afirmasse o mesmo. Logo formulavam às testemunhas numerosas perguntas para assegurar-se de que diziam a verdade. Se os juízes se sentissem satisfeitos, declaravam publicamente: “Hoje é Rosh Chodesh, o começo do novo mês.”

Hoje através de nosso calendário já determinamos o início do novo mês durante o ano inteiro. Porém, quando Mashiach chegar, os juízes do Bet Din voltarão a estabelecer cada Rosh Chodesh segundo as testemunhas que viram a lua nova.

O Eterno Ordena Duas Mitsvot Antes do Êxodo

O Eterno ordenou aos hebreus que cumprissem duas mitsvot antes de sair do Egito. Somente assim seriam os hebreus merecedores dos grandes milagres com que Ele os libertaria: Cada família hebreia deveria oferecer um Corban Pêssach, um sacrifício de Pêssach; Todos os hebreus que não tivessem brit milá (circuncisão) deveriam fazê-la antes de comer o Corban Pêssach.

Hashem disse a Moshê que ordenara aos Bnei Yisrael: “Quatro dias antes de Pêssach cada família hebreia comprará um cordeiro ou cabra jovem. Deverá guardá-los em casa por quatro dias. Na tarde do quarto dia, deverá sacrificá-lo como Corban Pêssach, uma oferenda de Pêssach.”

Por que, diante de todos os animais, justamente o cordeiro foi o escolhido? Os habitantes do Egito consideravam os animais sagrados, especialmente os cordeiros. Era para eles que rezavam. Para mostrar aos egípcios que estavam equivocados, Hashem ordenou aos hebreus que sacrificassem cordeiros, que eram os deuses egípcios. Ao cumprir esta mitsvá, os hebreus demonstraram que confiavam no Eterno e que não acreditavam nos ídolos egípcios.

Por que Hashem ordenou que o Povo de Israel preparasse os cordeiros antecipadamente, exatamente quatro dias antes de Pêssach?

Duas razões:

  1. Um animal é kasher para Corban apenas se está perfeito, se não tem defeito sobre o corpo. Durante estes quatro dias, cada família amarrou o cordeiro à cabeceira da cama e examinou o animal minuciosamente para assegurar-se de que era kasher para um Corban;
  2. Hashem ordenou aos hebreus que começassem a mitsvá alguns dias antes, para ganharem o mérito de serem tirados do Egito. Imagine que coragem tiveram as famílias hebreias para pegar um cordeiro – adorado pelos egípcios – e prepará-lo para o sacrifício como Corban! Os hebreus estavam temerosos, pensando como os egípcios ficariam furiosos quando se inteirassem do que haviam feito. Sem dúvida, matariam todos os hebreus! Porém, todos escutaram as palavras de Moshê e obedeceram a ordem Divina. Cada família preparou um cordeiro quatro dias antes de Pêssach. O Eterno estava orgulhoso dos hebreus. Ao cumprirem esta mitsvá, mostraram que já não acreditavam nos ídolos egípcios. Demonstraram também que obedeciam a Hashem apesar de todo risco que corriam diante dos egípcios. Agora tinham um zechut (mérito) pelo qual mereciam ser redimidos.

Hashem Indica aos Hebreus o que Devem Fazer com o Corban Pêssach

O Eterno disse a Moshê que ordenara aos hebreus: “Na tarde de 14 de Nissan, cada família deverá sacrificar seu cordeiro. Logo deverão pôr o sangue do cordeiro sobre os batentes em ambos os lados da porta principal, bem como sobre o umbral que se encontra sobre a porta.” O Eterno passará sobre todas as casas do Egito no meio da noite de Pêssach, e matará todos os primogênitos egípcios. O sangue nas casas dos hebreus será a prova para o Eterno que os hebreus O obedecem e cumprem Suas mitsvot. Por isso, terá piedade das casas hebreias e nada matará ali.

“Cada família hebreia deverá assar seu cordeiro sobre um fogo aberto e comê-lo durante a noite de Pêssach, junto com matsot e maror (ervas amargas). O maror irá lembrá-los da dura e amarga escravidão no Egito.

“Todos deverão comer o Corban Pêssach totalmente vestidos e segurando um cajado na mão, prontos para sair do Egito. Hashem os tirará do Egito nesta mesma noite. Assim, devem estar prontos! Todos os anos, na noite de Pêssach, comerão um Corban Pêssach, em recordação da saída do Egito.”

O Que a Praga da Peste do Rebanho Egípcio Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

Segundo a Cabalá, a PESTE SOBRE O REBANHO EGÍPCIO representou uma correção no nível de Tiferet (também chamada na Cabalá de EMET – A VERDADE).

A PESTE NOS ANIMAIS lembra-nos que um dos motivos de Faraó ter aceitado os irmãos de Yossef foi pela profissão de pastoreio, mas com a morte de Yossef, a animosidade que Faraó teve de que Israel poderia se tornar um povo assustador se fizessem uma aliança com outros invasores e que iriam punir os egípcios em caso de guerra, indo embora do país, fez o Faraó criar um plano para que não houvesse esta evasão de mão de obra, que devia se tornar escrava.

Tudo porque com o tempo, os especialistas de qualquer atividade no país das pirâmides, passaram a ser os hebreus! O plano de Faraó consistia em uma demagogia na qual o Egito iria mascarar a realidade hebraica criando um meio ideológico de manipulação. O medo bélico de se perder uma guerra contra invasores estrangeiros justificaria as ações antissemitas e escravagistas dos egípcios contra os hebreus.

As nações antissemitas sempre tiveram a mesma ideia do povo judeu: no início, os judeus são ótimos trabalhadores e cientistas, mas com o tempo, são vistos como usurpadores do poder pelas classes governantes, devido ao medo de dominarem o país. Ficam tão ansiosos por uma possível tomada de posse judaica do poder constituído, que tornam o povo judeu o inimigo número 1 do Estado.

O sistema também nutre um certo medo daqueles que não fazem parte da classe dominante, mas por sua inteligência ou capacidade técnica se destacam profissionalmente em seu território. Logo desenvolvem técnicas sutis de ostracismo e segregação por medo da competição, de modo que uma das técnicas mais loucas que há é o lockdown, o espalhamento proposital de pandemias, o banditismo social, as mídias divulgarem imagens que geram pânico e medo de sair de casa. Se antes a ideia era o êxodo para ser explorado ao máximo possível em outra região do país, clausurando as pessoas em guetos e favelas, agora é pelo pânico: você é um refém em sua própria casa.

A manipulação do sistema sobre nós advém da instalação do medo e do pânico, assim configurando a GOVERNAMENTABILIDADE. O medo e o pânico são ilusões mentais de a qualquer momento você pode estar sendo violado em seus direitos pela vida, propriedade ou segurança física, o que provoca o sentimento de segregação e isolamento, embora não haja nenhum dado da realidade material que dê indícios sobre este risco em potencial. A produção deste sentimento interno ocorre por meio de reportagens, doutrinação ideológica, ação conjunta profissional que reproduz o padrão de manipulação da elite sobre a população com “contos de estórias reais” e assim, prende-se mentalmente uma pessoa nos mitos.

A retificação contra este sistema, cuja perseguição e manipulação ideológica das classes dominantes sobre a população mundial se dá por meio dos mitos (hoje, as Fake News), é a composição de grupos de estudos da Torá, Talmud & Cabalá, que devem pesquisar, divulgar e publicar por meio de suas próprias mídias (sem a censura do sistema), as verdades que desmascaram os mitos que escondem a realidade. A VERDADE LIBERTA.

O Corban Pêssach na Época do Beit Hamicdash

O livro Shevet Yehudá nos conta como se apresentava o Corban Pêssach na época do Segundo Beit Hamicdash.

Em Rosh Chodesh Nissan, o rei do povo judeu enviava mensageiros a todos que moravam nos arredores de Jerusalém. Os mensageiros anunciavam: “Tragam todos os cordeiros que tenham para vender, de modo que todo judeu possa comprar um animal para seu Corban Pêssach.”

Todo judeu que tivesse um animal para vender o levava às colinas próximas a Jerusalém. Os cordeiros à venda eram conduzidos até um riacho para que fossem lavados cuidadosamente. Tamanha era a quantidade de cordeiros que as colinas não eram mais verdes, mas tornavam-se brancas!

No dia 10 de Nissan, quatro dias antes de Pêssach, todos os judeus que precisavam de um animal compravam um. Os quatro dias que faltavam para Pêssach eram dedicados a intensos preparativos que culminariam com a emocionante chegada do Yom Tov.

Quando chegava Erev (véspera) de Pêssach, soavam trombetas e os mensageiros anunciavam: “Escute, Povo do Eterno! Chegou o momento de oferecer o Corban Pêssach.” Cientes da santidade da mitsvá, os judeus se vestiam com roupas festivas. Ao meio-dia todo o trabalho cessava e a única atividade era a preparação do cordeiro. Todos os judeus dirigiam-se à Azará (pátio do Beit Hamicdash) com seus cordeiros.

Fora do pátio havia doze levitas que advertiam as pessoas para não empurrarem-se ao entrar. Dentro, havia outros doze levitas, cuidando para que as pessoas não se empurrassem ao sair da Azará. As pessoas entravam em três turnos. Assim que o pátio ficava lotado, os levitas cerravam as portas. Aqueles que ficavam de fora deviam aguardar até o turno seguinte. Todos os cordeiros eram sacrificados na Azará. Um cohen recebia parte do sangue da ovelha num recipiente em forma de cone, feito de ouro e prata. Este recipiente cheio de sangue do Corban Pêssach devia ser vertido sobre as paredes do mizbeach (altar). Centenas de milhares de recipientes cheios de sangue deviam ser levados ao mizbeach em Erev Pêssach em uma só tarde.

Qual seria a forma mais rápida para que o sangue chegasse ao mizbeach?

Os cohanim formavam filas desde a entrada do pátio até o altar. Com a mão direita, o cohen que se encontrava no começo de uma fila passava o cone de sangue ao cohen que estava ao seu lado, que por sua vez o passava ao que estava junto a ele, e assim sucessivamente até o final da fila, até que o cone chegasse ao cohen que estava junto ao altar. Então, com a mão esquerda, este entregava o cone vazio ao cohen que tinha a seu lado, e assim sucessivamente até chegar novamente ao começo da fila. Cada cohen da fila passava cones cheios com a mão direita em direção ao mizbeach e devolvia cones vazios até chegar ao começo da fila, com sua mão esquerda.

Havia numerosas filas de cohanim. Uma fila usava somente cones de prata e a seguinte, somente de ouro. Era um belo espetáculo! A rapidez com que os cones se moviam em direção ao altar, e de volta dele. Os cones pareciam flechas de prata e ouro que cruzavam os ares!

Agora já sabemos como os cohanim podiam oferecer o sangue de tantos cordeiros numa só tarde. Naturalmente, este ágil manejo dos cones não teria sucesso sem certa prática. Os cohanim começavam a treinar trinta dias antes de Pêssach. Num lugar elevado da Azará (pátio) havia dois cohanim com trombetas de prata. Sopravam as trombetas a cada vez que um dos turnos começava a oferecer seus corbanot (cordeiros). Este era o sinal para que os leviim começassem a recitar o Halel com o acompanhamento dos instrumentos musicais. Os judeus recitavam Halel (salmos de louvor) junto com os levitas.

Depois de matar as ovelhas, essas eram desossadas. Nas paredes havia ganchos especiais de ferro, onde prendiam os animais para serem desossados. Depois, os cohanim ofereciam algumas partes das ovelhas sobre o mizbeach, altar.

Cada judeu levava sua ovelha para casa, para assá-la. A maioria dos fornos estava junto à porta principal da casa, para dar caráter público à mitsvá. A oferenda de Pêssach era comida em Jerusalém esta noite, pela família ou pelo grupo que se havia reunido para este Corban, como meio de recitar o Halel e louvores ao Eterno. Durante a noite de Pêssach, os portais de Jerusalém permaneciam abertos devido à grande quantidade de gente que ia e vinha. As vozes dos judeus louvando a Hashem podiam ser ouvidas ao longe.

Que Mashiach venha em breve, para que todos possamos voltar a tomar parte na celebração de Pêssach em Jerusalém!

Hashem Ordena aos Hebreus que Celebrem Pêssach Todos os Anos

O Eterno disse a Moshê que ordenasse aos Bnei Yisrael: “Todos os anos, os Bnei Yisrael guardarão a festividade de Pêssach durante sete dias. O primeiro e o sétimo dias serão Yom Tov. Os cinco dias intermediários serão chol hamoed. Durante este período não poderão comer chametz (massa levedada) e suas casas deverão estar limpas de todo chametz.”

Na primeira noite de Pêssach, a mitsvá é comer matsá e relatar na Hagadá Yetsiat Mitsraim, e como o Eterno nos tirou do Egito. Todo pai israelita deve contá-la a seus filhos, para que os milagres do Êxodo do Egito jamais sejam esquecidos.

Na verdade, desde que fomos liberados do Egito os pais têm relatado aos filhos sobre Yetsiat Mitsraim. Sentados em torno da mesa do Sêder, rodeados de filhos atentos, os pais relatam com todos os detalhes e os milagres.

  • Fora de Eretz Yisrael, agregamos um dia adicional a cada Yom Tov (festividade). Observamos os dias de Yom Tov, quatro dias de chol hamoed, e outros dois dias de Yom Tov.

O que acontece na noite do Sêder?

Durante a noite do Sêder, quando a família se senta em torno da mesa e relata sobre Yetsiat Mitsraim, o Eterno reúne todos os anjos do céu e lhes diz: “Vamos escutar como Meus filhos contam sobre a redenção do Egito.”

Todos os anjos se reúnem e escutam. Os anjos sentem-se felizes porque quando os hebreus foram libertados do Egito foi como se Hashem tivesse também sido redimido.

(Quando os Bnei Yisrael sofrem, é como se o Eterno também sofresse). Os anjos também começam a louvar Hashem pelos milagres que fez durante Yetsiat Mitsraim. Exclamam: “Olha como é sagrado o povo que Hashem tem sobre a terra!”

A Torá chama a noite do Sêder de “A noite protegida”, pois o Eterno distinguiu essa noite como noite de milagres para os tsadikim de todas as gerações. Que milagres?

Alguns dos que ocorreram na primeira noite de Pêssach são:

  • Avraham lutou contra os quatro reis que haviam feito Lot prisioneiro e ganhou a guerra;
  • Durante a época do rei Chizkiyahu (Ezequias), um anjo matou o exército dos assírios que estavam em guerra contra os judeus. Isto aconteceu na primeira noite de Pêssach;
  • Daniel foi jogado à jaula dos leões e salvo durante esta noite.
  • Durante a noite de Pêssach, o rei Achashverosh (Assuero) não conseguia dormir. Fez com que lessem as crônicas reais, e assim a história de Purim teve um final feliz.

No futuro, durante esta noite de Pêssach, o Eterno fará milagres por intermédio de Eliyahu Hanavi e Mashiach, pondo fim ao nosso exílio.

O Que a Praga da Sarna no Egito Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

Segundo a Cabalá, a SARNA NO EGITO representou uma correção no nível de Guevurá (Força Física & Saúde Emocional).

O objetivo divino com a SARNA nos egípcios era mostrar que o desejo de se provar como uma casta superior ao povo de Israel, negando a histórica origem de liberdade dos hebreus com o negacionismo de que houvera algum dia um vice-rei chamado Yossef, para legitimar a escravidão, era uma ideologia das mais perversas que foi compartilhada ao longo dos séculos por diversas nações antissemitas.

O sistema cria castas superiores e inferiores com base em profissão, em nível educacional e em renda daquele cidadão. Antes dependia da linhagem do indivíduo para se saber qual era sua contribuição ao reino. Os sobrenomes foram criados com a perspectiva de se enquadrar cada família em um grau de produção e seu devido imposto. Oliveira, Carvalho, Lobo, Coelho etc (os sobrenomes de cada língua indicava seu enquadramento social e o imposto que se devia ao cofre real). Profissões eram passadas de pai pra filho na Antiguidade. Na Idade Média já haviam nas oficinas mestres e aprendizes, mas os reinos em formação enquadrava-os dentro de uma mesma comunidade ou família, dando origem a sobrenomes duplos e de proveniência regional (toponímios). Na Idade Moderna, nobre ou fidalgo eram pessoas de “sangue azul”, linhagem de reis. Os plebeus tinham que se contentar com o que tinham: trabalho e exploração. Mas, outra casta existente era de livres e escravos até fins do século XIX (na Idade Moderna). Hoje, ricos e pobres, políticos e trabalhadores, dominadores e dominados.

O sistema mudou seu modo de produção: da agricultura à indústria e comércio, além de serviços dos mais variados tipos. Então, como ele perpetua as práticas faraônicas? Se um dia você foi útil à fábrica, ao comércio, aos lucros, depois você é um estorvo a ser mandado embora devido às várias doenças que vão se desenvolvendo por desgastes físicos e emocionais ao longo dos anos. O sistema te ilude quando instala em você o desejo de trabalhar para poder ter acesso aos bens de consumo duráveis e não-duráveis, pois na prática tudo isto pertence à elite que controla terras, casas, carros em prol de sua pseudo dignidade, negociando-os em custa de muita dificuldade e dinheiro do trabalhador.

O sistema escraviza nossa força de trabalho para que tenhamos esgotamento emocional, por isso as pessoas no fim de suas vidas têm uma aposentadoria cujo salário se resume a gastos em remédios porque desde jovem o sistema desenvolveu tantos desgastes físicos e emocionais que se somatizam em diversos tipos doenças senis, pois foi escrava do sistema político, previdenciário, trabalhista, econômico etc.

A retificação necessária seria investir nossa força de trabalho em nosso próprio empreendedorismo, onde nós mesmos podemos controlar nossos investimento de tempo, lucro, período de desgaste físico e emocional, descanso, jornada de trabalho diário etc. Claro que a iniciativa própria incomoda o sistema de forma que muitos acabam falindo por conta de altos impostos, obrigações trabalhistas de funcionários, inflação, pouco retorno dos investimentos, prejuízos com gastos operacionais de manutenção da empresa etc. Também há de se considerar fatores históricos da mobilização nacional e de cultura organizacional. Há países que o desenvolvimento nacional sempre teve sua base na força individual que estruturou seu espaço coletivo, outros países precisaram da intervenção do Estado na economia. Por tanto, é uma retificação bem árdua a se fazer pois lida com sérios problemas estruturais que o sistema impôs sobre cada país. Que o Eterno nos liberte!

O Que a Praga do Granizo Com Fogo no Egito Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

Segundo a Cabalá, o GRANIZO COM FOGO NO EGITO representou uma correção no nível de Chéssed (Benevolência), haja vista que esta é a primeira praga em que o Eterno dá uma diretiva aos egípcios para que salvassem seus animais e quem obedeceu foi lhe mostrada a bondade divina, por agir bondosamente com seus animais. (Vide Shemot, Ex. 9:18-21)

Mesmo assim, teve quem desobedeceu pelo fato de não haver nele bondade alguma. Estes egípcios passaram a ter raiva e ódio do povo judeu, tanto é que deram seus cavalos para a possível batalha do exército egípcio no Mar Vermelho em retaliação contra o povo hebreu. Assim justificavam a intransigência de seu rei, o Faraó, pelo antagonismo que Moshê demonstrava de insubordinação e de protesto à escravidão egípcia.

O rancor egípcio provinha da corte faraônica, o que levava ao povo egípcio a agredir a si mesmos por não libertarem Israel, de modo que apenas com fortes demonstrações divinas de tempestades e fenômenos antes nunca vistos no Egito, é que teriam de revisar seu comportamento antissemita.

O sistema lida com qualquer protesto que demonstra a luta entre classes e ao ódio e rancor gerados dentro das relações políticas como algo a ser violentamente combatido, pelo uso da força policial e de leis completamente autoritárias. Assim como faz o uso da censura e da cultura do cancelamento (tanto nas mídias e redes sociais, quanto na anulação de contratos comerciais e trabalhistas). O resultado da opressão é a agressão do homem contra a própria natureza se voltar contra ele por meio de violentas tempestades e fenômenos climáticos para que faça Teshuvá de seus vícios.

A retificação para o exercício de benevolência é a convivência pacífica entre os povos. Mas pra isso, é necessário que cada grupo se organize de forma coletiva, escolhendo um porta-voz que defenda seus direitos sem que tenha vínculo com o partidarismo eleitoral nem que venha tentar usar deste expediente para se candidatar a ser mais um líder do sistema. Para tal, cada comunidade deve desenvolver seus jovens com o padrão de justiça para que entendam desde a infância o que significa benevolência (Chéssed) e na adolescência ter o pensamento crítico da realidade social em que vivemos.

OBS: O povo judeu há milênios tem educado suas crianças com o padrão de justiça da Torá (cujo fundamento é a Chéssed: Amor ao Eterno & Amor ao Próximo) e na adolescência desenvolvem seu pensamento crítico por meio de complexas discussões do Talmud em torno das verdadeiras interpretações da Halachá, analisada sob o prisma de 13 regras acadêmicas para ser validada uma opinião. Isto é a essência do pensamento crítico.

Os Hebreus Aceitam Fazer a Brit Milá e Oferecem o Corban Pêssach

Exatamente como Hashem havia ordenado, Moshê instruiu os hebreus a prepararem um cordeiro para Pêssach. Moshê disse também: somente os hebreus que fizessem a brit milá para poder comer do Corban Pêssach. Muitos hebreus não tinham feito brit milá, pois o Faraó lhes havia proibido de cumprirem esta mitsvá.

Moshê advertiu os hebreus: “Não poderão comer do Corban Pêssach, a menos que façam a brit milá. Podem ver que a milá é uma mitsvá importante, pois quando me encaminhava ao Egito, quase fui morto por um anjo, por não ter realizado e me apressado na mitsvá de brit milá do meu filho.”

Os hebreus aceitaram que Moshê lhes fizesse a milá e a seus filhos.

O Eterno disse: Agora os Bnei Yisrael são dignos de ser libertados. Cumpriram duas mitsvot: brit milá e a oferenda de Corban Pêssach. Foi num Shabat que os hebreus levaram seus cordeiros às suas casas para guardá-los como corbanot Pêssach.

Quando os egípcios descobriram que os hebreus estavam sacrificar cordeiros, que para eles eram animais sagrados, ficaram furiosos! Todos se reuniram para matar os hebreus. Mas Hashem fez um milagre e nenhum egípcio conseguiu fazer mal a nenhum hebreu.

Por que o Shabat Anterior a Pêssach se Chama Shabat Hagadol, “O Grande Shabat”?

Existem muitas razões pelas quais se dá este nome. Aqui seguem algumas:

  1. Milagrosamente, o Eterno salvou os hebreus das mãos dos egípcios que queriam matá-los por ter usado de seus animais sagrados, os cordeiros, como sacrifícios. Por esse milagre ter acontecido no Shabat antes de Pêssach, ficou sendo chamado de “Shabat Hagadol”, o Grande Shabat, para recordar o milagre para sempre.
  2. Nesse Shabat ocorreu outro acontecimento: Quando os egípcios viram que os hebreus usavam cordeiros para seus sacrifícios de Pêssach, perguntaram: “Por que estão preparando estes cordeiros?” Os hebreus replicaram: “Logo o Eterno trará ao Egito uma praga, que será a morte dos primogênitos, e Ele nos ordenou que oferecêssemos sacrifícios de Pêssach para que fôssemos poupados desta praga.”

Quando os primogênitos egípcios escutaram isso, apresentaram-se a seus pais e ao Faraó e exigiram: “Deixem os hebreus partirem em liberdade. Não queremos perder a vida por causa de uma praga!” Os pais e o Faraó se negaram, e por esta razão os primogênitos desembainharam suas espadas. Sobreveio uma batalha na qual muitos egípcios perderam a vida. Para recordar este fato, chamamos ao Shabat em que isso aconteceu Shabat Hagadol.

  1. Shabat Hagadol também pode traduzir-se com o significado de “O Shabat dos grandes”. Até agora, os hebreus haviam sido como crianças pequenas, pois nunca haviam cumprido mitsvot. Nesse Shabat, porém, cumpriram sua primeira mitsvá: a preparação de um cordeiro para o Corban Pêssach. Este foi o começo da observância das mitsvot e em um certo sentido, agora tornavam-se “grandes”, como um menino no dia de seu bar-mitzvá.

O Que a Praga do Gafanhoto no Egito Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

Segundo a Cabalá, o GAFANHOTO NO EGITO representou uma correção no nível de Biná (Inteligência Para Resolução de Problemas), pois pela primeira vez, os servos de Faraó dão-lhe um conselho para liberar os homens pro Serviço Divino para atender às reivindicações de Moshê & Aharon, mas com o pedido de liberar todo o povo do trabalho, Faraó desconfia que eles queriam fugir para o deserto e se tornarem livres da escravidão egípcia (Shemot, Ex. 10:7-11).

A praga anterior de granizo com fogo já tinha abatido aos egípcios que se orgulhavam de sua plantação de cevada para sua cerveja de exportação e de seu linho, vendido no comércio internacional como papiro e vestes de luxo. Por isso desprezavam os hebreus que sequer tinham essa cultura (seus ancestrais consumiam vinho; os hebreus usavam roupas grosseiras de lã e quando escreviam, esculpiam rabiscos em rochas). No entanto, os principais produtos alimentícios, como o trigo e o centeio para se fazer pão, muitas das frutas e dos legumes ainda estavam disponíveis no mercado sob forte inflação com o desaparecimento do que foi destruído na saraivada (muitas ervas para tempero e tratamento medicinal). A indiferença faraônica levou a inflação, mas para se isentar de culpa, usou de antissemitismo, ao acusar que a causa da inflação dos preços eram destes hebreus sem cultura.

O sistema também faz semelhantemente com a população mundial. A perversidade funciona da seguinte forma: a culpa da inflação não é do governo, a causa vem da própria oscilação das ações nas bolsas de valores, devido à superprodução de produtos hortifrutigranjeiros, pecuaristas, industriais, comerciais e serviços que a população continua comprando, pois se parassem de consumir, os preços cairiam.

O sistema oculta que no valor das mercadorias há altas taxas de impostos arrecadados além das exigências do comércio internacional. Oculta que proíbe a existência de produção agrícola, pecuarista, industrial, comercial e prestação de serviços de comunidades livres, pois alega que é um perigo à saúde do consumidor, enquanto aos grandes produtores de commodities recebem autorização para produção de alimentos transgênicos capazes de a longo prazo trazer mudanças na estrutura ortomolecular do DNA humano e animal (cuja ração tem componentes modificados geneticamente). A opção do sistema de imunizar a população mundial com vacinas e consumo de remédios farmacêuticos, não naturais, fazem parte da mesma estratégia sobre os componentes químicos em nosso sistema nervoso central: causar um embaralhamento de informações desconexas dadas pelo sistema para que não resolvamos nada a nível de gestão popular, pois as elites sempre tiveram como missão o domínio das massas bestializadas.

A inflação também ocorre por falta dos subsídios governamentais e a cultura de o sistema orientar o setor rural a queimar e jogar fora sua produção, para não baratear seus lucros anuais ou de apreender e destruir os alimentos produzidos por comunidades independentes do sistema, sob alegação de que infringem as normas sanitárias.

O sistema propositalmente é inabilitado para não permitir a autogestão popular, pois o objetivo governamental é de fazer sua política de desequilíbrio entre os diversos setores da economia, justamente para legitimar sua existência por meio das crises econômicas.

O Estado mascara a situação com a inoperante Gestão Participativa, em que a “Sociedade Civil” ouvida são representantes privilegiados das classes dominantes que fazem parte do Conselho Presidencial, do Conselho da República, do Congresso Nacional, da OAB etc.

Nunca fez parte do projeto sistêmico de na Gestão Participativa o governo dar ouvidos às grandes parcelas das comunidades carentes, principalmente ao trabalhador que sai às 3:30h da manhã pro trabalho e só chega em casa às 22h (quando não há tiroteio na comunidade onde vive, o que o faz perder a noite de sono em claro na rua ou na casa de um amigo).

Portanto, a retificação para nossa atualidade, que terminaria com o próprio sistema, que se legitima por meio das crises provocadas pelas inflações, é lutarmos para conquistar a prática da Gestão Comunitária Autônoma, com direito de auto produção alimentar “KOSHER” livre de agrotóxicos e mutação genética, mercado interno livre da taxação de impostos, sem ingerência externa dos órgãos de vigilância sanitária corrompidas pelo sistema, com o nosso próprio aparato tecnológico, industrial e com tratamento de saúde com base nas ervas medicinais que a natureza nos fornece, uma vez que os componentes moleculares do nosso organismo é o responsável pelos processos cerebrais para a resolução de problemas da realidade e suas possibilidades de transformação social para nossa condição de seres livres da escravidão do sistema para estarmos conectados de verdade com o Criador.

A Última Praga: Morte dos Primogênitos

Na primeira noite de Pêssach, no exato instante em que deu meia-noite, o Eterno desceu sobre o Egito com 900.000 anjos destruidores e matou a todos os primogênitos egípcios, tanto homens como mulheres. Nas casas em que o primogênito já havia morrido, o filho que havia nascido posteriormente a este era morto. Mesmo que um primogênito egípcio tivesse se mudado para outro país, era igualmente morto.

Os animais primogênitos também morriam, pois os egípcios oravam para eles. Se não tivessem morrido, os egípcios poderiam dizer: “Nossos animais sagrados causaram esta praga!” Hashem também destruiu as imagens dos egípcios. Quando estes entraram em seus templos na manhã seguinte, viram que todos os ídolos de metal se haviam fundido, os de pedra quebrados, e os de madeira apodrecidos.

Quando o Eterno passou sobre estas casas e matou os primogênitos, destruiu todas as casas egípcias.

Enquanto matava os primogênitos egípcios, o Eterno curou os hebreus das dores causadas pela brit milá (circuncisão).

Não pensem que um primogênito egípcio que se escondeu numa casa hebreia escapou desta praga. Mesmo se estivesse dormindo na mesma cama com um hebreu, o egípcio morria, enquanto o hebreu era poupado.

O Faraó Consente em Libertar o Povo de Israel

Esta noite o Faraó foi dormir como de costume. No meio da noite, foi despertado por gritos e prantos, procedentes de todo o palácio. As esposas, os nobres e os criados do Faraó haviam encontrado os primogênitos mortos. Quando o Faraó viu gente morta por todos os cantos, viu que tinha que agir imediatamente. “Chamem Moshê e Aharon agora mesmo!” gritou, em pânico. “Devem tirar até o último hebreu daqui!” O Faraó temia por sua própria vida também: era um primogênito – seria alcançado pela praga?

Foi uma estranha noite. Estava claro como o dia! Hashem iluminou esta noite de lua cheia para que todos pudessem ver claramente o castigo que aplicava aos primogênitos.

O Faraó estava desesperado atrás de Moshê e Aharon. Mas, onde moravam? O Faraó não tinha a menor idéia. Os criados saíram e começaram a bater às portas de todas as casas hebreias.

O Faraó falava em cada porta: “Preciso falar com eles AGORA MESMO!” Os hebreus não podiam crer em seus olhos. Um rei egípcio que, no meio da noite, ia de porta em porta em busca de Moshê!

Os meninos hebreus decidiram pregar uma peça ao Faraó. “Moshê vive aqui!” exclamou um menino. “Não, aqui”, contradisse outro. Demorou muito para o Faraó encontrar a casa que procurava. Rogou a Moshê: “Leva todos os hebreus imediatamente – homens, mulheres, crianças e também os animais. Disseste que somente morreriam os primogênitos, mas não há uma só casa egípcia onde não haja morrido alguém!”

“Por favor, pede a Hashem que não me mate também. Sou primogênito e tenho muito medo de que o Eterno me mate.”

Moshê respondeu: “Não partiremos do Egito no meio da noite como ladrões. Iremos amanhã pela manhã, conforme as instruções de Hashem!”

O Que Moshê Fez Após Sair do Egito?

Moshê não pediu aos egípcios ouro e prata para si mesmo. Estava ocupado com outras mitsvot que o impediram de enriquecer, como aconteceu com o resto dos Bnei Yisrael.

Entalhou e recolheu madeira de shitim (acácia). Quando nosso antepassado Yaacov imigrou para o Egito, plantou ali cedros porque sabia que um dia seus descendentes precisariam da madeira para construir um Mishkan. Agora Moshê recolheu todo este cedro. Os tsadikim (justos) que havia entre os Bnei Yisrael a tiraram do Egito. Esta madeira foi utilizada para as vigas do Mishkan (tabernáculo).

Moshê sabia que o Povo de Israel havia prometido a Yossef levar consigo seus ossos quando saíssem do Egito. Moshê queria cumprir essa promessa. Mas havia um pequeno problema: onde estava enterrado Yossef? Moshê não sabia, pois Yossef havia sido sepultado uns 60 anos antes do nascimento de Moshê. Porém, uma mulher muito velha, Serach Bat Asher Ben Yaacov, revelou a Moshê: “Eu sei onde enterraram Yossef. Puseram seu corpo num sarcófago de chumbo e o jogaram na parte mais profunda do Nilo. Vem, que lhe mostrarei o lugar.” Ela conduziu Moshê para local.

Moshê pegou uma placa de ouro e escreveu sobre ela: “Alê Shor (Suba Touro), pois Yossef é comparado na Torá a um touro robusto. Hashem fez um milagre e o pesado caixão de chumbo flutuou na superfície do Nilo.

Segundo outra opinião de nossos Sábios, Yossef foi enterrado no lugar da sepultura dos reis egípcios, em uma pirâmide. Quando Moshê foi ao cemitério deles, viu filas e filas de sarcófagos e não podia saber qual era o de Yossef. O Eterno, porém, fez com que o ataúde de Yossef milagrosamente se sacudisse. Assim Moshê pôde levantá-lo e o levou para onde o povo de Israel se encontrava para levá-lo na jornada do deserto.

A Recompensa de Moshê

As luchot, as tábuas que Hashem entregou aos Bnei Yisrael no Monte Sinai estavam esculpidas numa pedra preciosa, a safira. Quando Moshê esculpiu as segundas luchot, o Eterno deu a Moshê toda a safira que sobrou do seu trabalho de cinzelar, de modo que Moshê se tornou um homem muito rico.

O Eterno concedeu a Moshê a grande honra de ocupar-se do ataúde de Yossef. Ao falecer Moshê no final da Torá quem o enterrou? A resposta é que nenhuma pessoa o fez, mas o próprio Todo Poderoso. Esta foi a maior honra que Moshê recebeu de Hashem.

O Que a Praga das Trevas no Egito Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

Segundo a Cabalá, a PRAGA DAS TREVAS NO EGITO representou uma correção no nível de Chochmá (Sabedoria Para Tomada de Decisões Em Planejamentos Futuros), pois o Eterno bloqueou de Faraó a sua capacidade de ter sabedoria para decidir o futuro de sua nação.

Faraó se deixou enganar por seus sacerdotes e por sua sabedoria, sua mente estava imersa em uma confusão teológica ao pensar que era um ser divino e que jamais deveria ceder ao Verdadeiro SENHOR de Israel, além da obscuridade mental provocada por sua crueldade e fúria irracionais, que se manifestou em diversos tipos de torturas e estratagemas para escravizar e quebrantar o espírito de esperança hebraica na luz da liberdade que estava bem próxima de nascer.

A religião egípcia era pautada no materialismo teológico, em um mundo de egoístas que não consideravam a existência do próximo em um futuro próximo com as mesmas condições de igualdade social, de modo que não havia plano algum de mobilização coletiva diante das sucessivas crises causadas pelas pragas. Ninguém se preocupava em ajudar ou ser ajudado, isto é civilização!

Faraó afirmava a si mesmo como SENHOR de toda a Terra do Egito, de modo que ofereceu até a possibilidade de dar permissão aos hebreus praticarem seus rituais no deserto, mesmo que a religião egípcia proibisse o sacrifício animal.

O profundo sentido para a nação egípcia da vida animal era que cada ser vivo tem direito a viver seus desejos de forma intensa, sem ter que se restringir ou dominar por qualquer tipo de lei ética do Criador, qualquer conhecimento do Eterno no Egito seria contrário aos interesses do Faraó. O Egito foi percursor de dominar as pessoas por meio de religiões materialistas, por meio de seus estímulos sensoriais, ao promover uma conexão entre os desejos humanos mais rebaixados, como sexo, alimentos e dinheiro em contrapartida à Vontade Divina de santificação nestas áreas, como prevê diversas vezes o livro de Levítico.

Assim Faraó propôs uma “reforma” na religião hebraica. O antissemitismo sempre no seu auge, em todos os países deu instruções teológicas para que o judaísmo fosse perseguido, levando a corrupção de costumes com a obrigatoriedade de conversões forçadas, proibição de estudar Torá, punir com a morte quem cumprisse Shabat, ou, depois, em nome da grande universalização de direitos, foi oferecida a assimilação, desde que os judeus revisassem, reformulassem e até chegassem a imitar e acreditar nas declarações de fé das nações, em uma espécie de sincretismo religioso.

Mesmo assim, o que para Faraó foi demonstração de empoderamento, acabou fortalecendo a posição espiritual de Moshê na demonstração histórica de quem era o SENHOR ABSOLUTO DE TODA A TERRA É APENAS O ETERNO! Neste ponto da narrativa, passa a ser revelado pelo Eterno um plano divino ainda maior: a liberdade total do Egito!

Hoje em dia, desde que você não seja radical e participe do sistema, você será premiado com a não perseguição e a permissão de praticar o que para a classe dominante lhe convém: não serão todos os feriados nem todo Shabat que você poderá guardar, só aqueles que decidem que é um feriado pra eles ou que por benevolência decidem te conceder por lei.

O sistema com este tipo de premiação tira qualquer coragem judaica de se sacrificar pela Torá. O preço é alto: continuar sendo controlado pelo sistema com uma mentalidade de que fomos agraciados pela ideologia e que lhe devemos obediência.

A retificação é a iluminação do nosso próprio ser, de que o trabalho não é nossa religião nem muito menos nós somos um ídolo pelo poder, dinheiro ou fama conseguidos. Temos que quebrar todos os paradigmas de representações pagãs que não nos conectam pessoalmente com o Eterno. Hoje em dia vários conseguiram se livrar da dominação, manipulação e materialismo por parte de sacerdotes que inventaram as religiões para terem seus lucros garantidos, o que falta é o cumprimento das profecias que diziam:

“Pois esta é a ALIANÇA que farei com a Casa de Israel depois daqueles dias, diz o Eterno: ‘Porei a Minha Torá dentro deles, e a escreverei no seu coração; e eu serei o Seu SENHOR e eles serão o Meu povo.'” (Jr. 31:33)

Baruch Hashem! 😇

Como Hashem Libertou os Bnei Yisrael, Apesar da Magia dos Egípcios?

Os egípcios eram mágos fabulosos. Sabiam, com seus truques, como impedir que qualquer um saísse do Egito sem sua permissão. Em cada portal do Egito colocaram cães com coleiras de ouro enfeitiçadas. Esses cães começavam a latir, assim que um escravo tentava fugir do Egito. Tais cães perseguiam e castigavam a mordidas o escravo que tentasse escapar, para que este não pudesse sair dos limites do país, sendo preso pelo exército egípcio que patrulhava as fronteiras do país.

Quando o Eterno libertou os Bnei Yisrael do Egito, porém, anulou toda a magia. Nem ao menos um dos cães enfeitiçados sequer abriu a boca contra os Bnei Yisrael. Os hebreus saíram sem nenhum impedimento. O Eterno ordenou a Moshê a instruir aos Bnei Yisrael em duas mitsvot que os ajudariam a lembrar para sempre como Hashem os havia libertado do Egito.

Pidyon Haben e o Tefilin – O Resgate do Primogênito e os Filactérios

Como o Eterno salvou todos os primogênitos hebreus da morte no Egito, decretou que todo primogênito hebreu é santo e lhe pertence. Para tanto, os pais hebreus devem redimir seu filho primogênito de um cohen. Como se faz isso? Os pais do filho primogênito pagam ao cohen com dinheiro ou algum objeto que valha cinco selaim (aproximadamente R$ 500,00) aos trinta dias de vida do filho, nascido de parto normal.

O Eterno também estipulou que cada animal primogênito kasher pertence ao cohen, a menos que o proprietário pague para redimi-lo do cohen. Tampouco pode um proprietário hebreu utilizar o primogênito de um burro.

A mitsvá de colocar tefilin (filactérios)

O Eterno ordenou que todos os homens hebreus a partir dos treze anos ponham tefilin todos os dias, exceto Shabat, Yom Tov e Chol Hamoed. Os tefilin contém em seu interior um pergaminho, onde estão reproduzidas algumas partes da Torá. Alguns dos pesukim (versículos) que estão nos tefilin referem-se a Yetsiat Mitsraim (saída do Egito). Por conseguinte, ao colocarmos tefilin também recordamos os grandes milagres de Hashem para nos libertar do Egito.

O Que a Praga da Morte dos Primogênitos em Pêssach no Egito Representa em Evolução Pessoal para Sermos Livres Existencialmente? 🤔

No Zôhar (vol. 3, Parashá Bo, p. 64), aprendemos que a Morte dos Primogênitos em Pêssach simbolizou a revelação da Sefirá Kéter (devido a fé que Israel teve em Servir à Vontade do Eterno em se circuncidar e sacrificar o cordeiro, arriscando suas vidas em deixar de Servir os Desejos de Faraó).

Desde antes de chegar no Egito, Moshê foi confrontado pelo Criador com quase perder sua vida por não ter circuncidado seu primogênito, mesmo vaticínio dado ao destino final de Faraó: “Assim diz o Eterno: Israel é Meu Filho, Meu Primogênito. E Eu te disse: Envia livre o Meu Filho para que Me Sirva, e tu recusaste enviá-lo. Eis que Eu matarei teu filho, teu primogênito.” (Shemot, Ex. 4:22-23)

Na conversa entre o Eterno e Moshê, a Torá nos revela que o objetivo do êxodo era sair do Egito para Servir ao Todo Poderoso no Monte Sinai (Ex. 3:12), e este é o teor do Primeiro dos Dez Mandamentos, ao Eterno se identificar como a Deidade que tirou Israel da Casa da Escravidão no Egito. (Ex. 20:2)

Na Mishná (Avot 6:2), Rabi Yehoshua Ben Levi disse que o Propósito Divino em tornar Israel livre era O servir através das mitsvot da Torá.

Para entender como é sermos livres do sistema, basta analisar as etapas do jantar de Pêssach, a seguir:

  1. O Vinho Representa a Circuncisão, que na Torá significa Liberdade de Sentidos & Alegria de Servir ao Eterno.
  2. Lavar as mãos, simbolizou a Purificação da Idolatria do Cordeiro para o tornar Sacrifício de Pêssach. Jogue fora os ídolos e livros pagãos da tua casa, garanta a Teshuvá de sua família.
  3. Quando comemos BATATA COZIDA NA ÁGUA COM SAL, significa a recompensa de todo ouro e tecidos que os egípcios deram a Israel, que no futuro serviria para fazer o Tabernáculo. O Eterno nos envia recursos para O servir.
  4. A Matzah significa humildade e a retirada do orgulho, representada pelo fermento. Quando Israel saiu do Egito, muitos convertidos vieram juntos. Monoteísmo não é praticado sozinho, mas em comunidade.
  5. Narração: Devemos ensinar nossos filhos sobre as Pragas no Egito para que nunca mais sejamos servos de nossos próprios desejos materialistas e terminar na sujeição dos antissemitas
  6. A recitação da bênção com o Nome Divino simbolizou a Abertura do Mar Vermelho, o afogamento do exército inimigo e a grande salvação divina. Na Cabalá foi como mergulhar na Micvê, mudando o status de impuros para consagrados, as mitsvot da Pureza Familiar é um fator distintivo de judaicidade feminina nestes milênios em seu Serviço ao Eterno.
  7. Quando erguemos as duas matzot e meia, a conexão é com o maná dado no deserto e com a guarda do Shabat. O Sétimo Dia de Descanso é o Testemunho Vivo de que você está livre do sistema.
  8. Inclinar-se para a esquerda enquanto come a matzá com a bênção “HAMOTZI”, pondo nela sal, simboliza todo o conjunto jurídico de leis sociais dadas pela Torá, pois não há civilização sem leis justas e sem solidariedade humana.
  9. Quando se come alface mergulhada em nozes com vinho, sem se inclinar, significa a responsabilidade de Israel ter que lutar contra Amalek aqui e agora em todas as gerações. Não há liberdade sem luta, sem auto defesa, sem derrotar o antissemitismo de todas as eras.
  10. Comer um sanduíche de duas matzot do tamanho de uma azeitona com a alface à moda de Hilel, é o Serviço de Rezas Comunitárias de hoje, que substituem os sacrifícios do tabernáculo e do Templo de Jerusalém.
  11. O Jantar com ovos e carne cozida de cordeiro ou galinha simboliza o nosso luto pelas gerações passadas não terem assistido a salvação, muito menos nós mesmos relativo a construção do templo e nosso retorno à terra prometida, assim como no deserto, tantos decretos houveram para que se passassem 40 anos e a geração de Moshê fosse substituída pela de Yehoshua. Então transmitimos nossas esperanças às próximas gerações sem deixar de agir no tempo presente.
  12. Come-se Afikoman (matzah que foi escondida no início do Sêder), significa uma dose extra de coragem que Israel mostrou ao derrotar as nações 40 anos depois. Nossa força nunca deve desaparecer e as sementes da redenção devemos plantar.
  13. Recitação da Bircat HaMazon com a prece da vinda de Eliahu Hanavi & Mashiach Ben David significa que sempre haverá justiça e livramento de Hashem ao longo das gerações até a ressurreição dos mortos. Não se perde as esperanças mesmo sob época de perseguição.
  14. Canta-se o Halel, pois sempre a vida judaica deve ser de Kidush Hashem, santificação do Nome Divino.
  15. Aceitação do Serviço da Hagadá com o desejo de que Ano que vem estaremos em Jerusalém, pois o mundo terá a revelação do Todo Poderoso, assim como no Monte Sinai o Eterno se Revelou pra Israel nos 10 Mandamentos. B”H! 😇

Resumo de Hagadá de Pêssach. Editora Sêfer: SP, 2011.

Que esta Parashá nos ensine a obediência às mitsvot mesmo em tempos de risco, a confiança absoluta em Hashem e a busca constante pela verdadeira liberdade espiritual, rompendo as correntes do sistema material e ideológico. Que possamos celebrar Pêssach com renovada alegria e fé, aguardando a redenção completa com a vinda de Mashiach em breve, em nossos dias!

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