Midrash da Parashá: Vayerá

HaShem Aparece para Avraham e lhe Envia Três Anjos

Sabe o que Avraham costumava fazer todos os dias na hora do almoço?

Sentava-se à entrada de sua tenda e ali aguardava. Avraham pensava: “Se ao menos um viajante passasse… Queria convidá-lo para uma refeição!”

O maior prazer de Avraham na vida era oferecer uma refeição para alguém faminto; pois era bondoso para todos. Quando seus convidados terminavam de comer, Avraham ensinava-lhes a agradecer ao Eterno. Contava tudo sobre HaShem, que criou o mundo e que cuida dele a cada instante.

Era o terceiro dia após a brit milá de Avraham. Estava fraco, convalescendo e com dor. Apesar disso, antes da hora da refeição, sentou-se à frente de sua tenda, como de costume.

Era um dia extremamente quente, de modo que os caminhos estavam desertos. Avraham estava desapontado: “Parece que hoje não poderei alimentar ninguém,” pensou tristemente.

HaShem viu como Avraham estava infeliz. O Eterno disse: “Enviarei para Avraham três anjos, que terão a aparência de homens, para que possa convidá-los. Também hei de aparecer perante Avraham. Quero visitá-lo, porque está convalescendo da brit milá.”

HaShem pessoalmente visitou Avraham para ensinar-nos como é importante visitar os doentes.

Uma história: A importância de visitar os doentes

Uma vez, um dos alunos de Rabi Akiva ficou gravemente doente. Todos os Sábios estavam ocupados, estudando e ensinando Torá. Nenhum deles teve tempo para visitar o doente.

Quando Rabi Akiva ficou sabendo que um de seus alunos estava de cama, doente e completamente sozinho, largou todo seu importante trabalho, seus estudos e aulas. “Vou visitá-lo”, disse ele.

Quando entrou no quarto do doente, Rabi Akiva notou que o chão estava cheio de pó.

“Varram!” – ordenou aos alunos. Quando o quarto ficou limpo, o aluno doente se sentiu bem melhor, e agradeceu a Rabi Akiva.

A proprietária da casa viu que o famoso Rabi Akiva viera visitar o aluno que era seu inquilino. “Deve ser um discípulo importante!” – pensou.

Imediatamente, trouxe-lhe uma sopa nutritiva e começou a cuidar bem dele. Em pouco tempo, o aluno, que tinha estado à beira da morte, recuperou-se.

“Agora vocês podem ver como é grande a mitsvá de visitar os doentes!” – ensinou Rabi Akiva aos seus alunos. “Em primeiro lugar, ao visitarmos uma pessoa doente, vemos o que ela necessita para poder ajudá-la. Mais ainda, um visitante que vê um homem doente e fraco deitado na cama, reza: ‘Por favor, HaShem, faça-o melhorar!’ Desta maneira ajuda-o a ficar curado.

“Um visitante também anima a pessoa doente, e assim ela para de pensar em suas dores e sofrimentos. De certa forma, o visitante leva embora uma parte da doença.

Avraham Serve aos Anjos. Eles Predizem que Sara Terá um Filho

Quando Avraham notou três homens caminhando na estrada, encheu-se de alegria. Apesar de suas dores, levantou-se e correu ao seu encontro.

Avraham curvou-se perante eles. “Por favor não passem sem entrar na minha tenda”, implorou. “Pedirei para alguém trazer água, para que vocês possam lavar o pó de seus pés. Então, poderão comer um pouco de pão, agradecer ao Eterno, e continuar seu caminho.”

Os anjos concordaram.

Um deles, Rafael, foi mandado por HaShem para curar Avraham. Tão logo este anjo aproximou-se de Avraham, as dores que sentia por causa da brit milá desapareceram!

Avraham ordenou a Eliezer e Yishmael que trouxessem água.

“Depois de que lavarem os pés,” disse aos anjos, “venham descansar sob a minha árvore. A refeição logo ficará pronta.”

Nossos Sábios explicam: A árvore maravilhosa de Avraham

Avraham tinha uma árvore especial. Ela testava todos os convidados. Se a pessoa que se sentava debaixo dela tivesse um coração puro, a árvore estendia seus ramos e proporcionava-lhe uma sombra deliciosa e refrescante. Mas a árvore não estendia os ramos sobre uma pessoa perversa, cujo coração estivesse profundamente ligado à idolatria.

Avraham convidava todos seus hóspedes a sentar-se sob a árvore. Se a árvore desse sombra ao convidado, Avraham sabia que era uma boa pessoa. Então conversava com ele durante muitas horas, e não o deixava sair da tenda antes de convencê-lo a servir a HaShem.

Avraham serve seus convidados

Avraham correu para dentro da tenda e informou alegremente à Sara, “Chegaram visitas! Rápido, asse pães para a refeição!”

(De acordo com algumas opiniões de nossos Sábios, os anjos chegaram à casa de Avraham na véspera de Pêssach de manhã bem cedo, quando ainda era permitido assar pão. Existe uma opinião diferente, de que os anjos chegaram durante Pêssach, e Avraham ordenou a Sara para assar matsot, pão ázimo.)

Enquanto isso, Avraham correu para matar três vitelas tenras. Dificilmente, os três visitantes iriam comer carne de três vitelas inteiras. Isso seria demais para eles! Mas Avraham não fazia economia quando se tratava de servir seus hóspedes. Queria que cada convidado saboreasse a parte mais deliciosa da vitela – a língua. Por isso, matou três animais, para poder servir a cada convidado uma língua inteira.

Avraham chamou seu filho Yishmael. “Apresse-se para preparar a carne.” Avraham não queria que as visitas esperassem demais pela refeição.

Os três anjos receberam uma refeição deliciosa. Primeiro saborearam creme e leite, e mais tarde, foi servida a língua tenra com mostarda.

Um dos anjos prediz que Sara terá um filho

Quando os anjos terminaram a refeição, perguntaram a Avraham: “Onde está Sara?”

“Está na tenda”, respondeu Avraham.

Sara era uma mulher recatada. Não saía para se mostrar perante estranhos, mas permanecia dentro da tenda.

Um dos anjos anunciou: “Tenho uma mensagem para Sara. No próximo ano, nesta época, Sara terá um filho! Voltarei para celebrar com vocês o berit milá de seu filho.”

Sara ouviu a mensagem, de dentro da tenda. Não sabia que o homem que falava era um anjo; parecia um viajante comum. Ela riu consigo mesma. “Avraham e eu somos velhos,” pensou. “Como ainda poderemos ter filhos?”

HaShem ficou aborrecido por Sara ter rido. HaShem falou para Avraham: “Existe algum milagre que seja difícil demais para o Eterno realizar? No próximo ano, em Pêssach, Sara terá um filho.”

Os três anjos se levantaram. Um deles voltou para o céu, e os outros dois dirigiram-se a pé para a cidade de Sodoma.

A Cidade de Sodoma

As Leis Cruéis de Sodoma

HaShem disse: “Destruirei a cidade de Sodoma e suas cidades vizinhas – Gomorra (Amorá), Admá, Tsevoyim e Tsoar. Estão cheias de pessoas perversas.”

Os cidadãos de Sodoma e das outras cidades eram orgulhosos e egoístas. Suas leis cruéis demonstravam como eram perversos. Eis aqui algumas de suas leis:

  • Era proibido alimentar um pobre.
  • Os moradores de Sodoma tinham outro costume mesquinho: Quando um pobre chegava a Sodoma, cada cidadão costumava dar-lhe uma moeda, na qual estava gravado o nome do dono. O pobre pegava as moedas com alegria, mas ninguém lhe vendia comida por estas moedas. Assim, o pobre homem morria de fome. Então todos recuperavam suas moedas de volta. Esta era a única “caridade” permitida pelas leis de Sodoma.
  • Ninguém podia convidar um desconhecido para sua casa.
  • Qualquer desconhecido que passasse por Sodoma era maltratado e roubado.

Os habitantes de Sodoma viviam felizes com essas leis horríveis! “Queremos cuidar do nosso dinheiro. Se nós convidarmos hóspedes ou dermos de comer aos pobres, perderemos nosso dinheiro”, diziam.

Certa vez, duas moças de Sodoma foram ao poço tirar água.

“Por que você está tão pálida?” – perguntou uma para a outra. A outra sussurrou bem baixo, para que ninguém mais pudesse ouvir: “Não temos comida em casa! Vamos todos morrer.”

Quando a amiga ouviu isso, ficou com pena. Correu para casa e encheu um jarro com farinha. Trocaram os jarros, assim uma recebeu o jarro com farinha e a outra levou para casa um jarro com água.

Mas alguém as observou. Informou aos juízes de Sodoma sobre a ação bondosa da moça. E o que fizeram esses juízes? Mataram a moça piedosa, por haver violado as “leis de Sodoma”.

O povo de Sodoma costumava roubar seus próprios ricos, da seguinte maneira: levavam o rico para a parede de um pardieiro. Todos se juntavam e derrubavam a parede sobre ele, deste modo ele ficava soterrado sobre os escombros e morria. Depois, dividiam o dinheiro entre si.

Se um homem batia em outro e o fazia sangrar, o juiz decidia que a pessoa ferida devia pagar honorários médicos ao atacante, por prestar o serviço chamado “sangria” que os médicos costumavam executar.

Avraham Reza por Sodoma

O Eterno disse a Avraham: “As almas das pobres pessoas que morreram de fome em Sodoma e das pessoas que foram roubadas pedem-Me para que Eu castigue esta cidade de malvados.

“Descerei junto com meus anjos para ver se o povo de Sodoma merece ou não ser destruído.”

Avraham tinha pena de todas as pessoas. Tinha esperanças de poder salvar até mesmo esses perversos.

Rezou, “Eterno, o Senhor é o Juiz do mundo inteiro. Se destruir o povo de Sodoma, todos alegarão: ‘O Criador é um Juiz Irado que mata pessoas.’ Por favor não seja rigoroso no Seu julgamento! Certamente também há pessoas boas em Sodoma. Pretende destruí-las junto com os perversos?!”

HaShem respondeu: “Todos os habitantes de Sodoma e das outras quatro cidades são perversos.”

Avraham implorou: “Talvez haja apenas 50 tsadikim (justos) entre eles. Não poderias perdoar todo o povo de Sodoma, por causa da retidão dos 50 bons que vivem lá?”

HaShem respondeu: “Se lá houvesse 50 tsadikim, salvaria todo povo de Sodoma e das outras quatro cidades, em consideração a eles, mas não há!”

Avraham voltou a suplicar: “Mas talvez haja 45 pessoas boas! Não seriam elas suficientes para salvar todas?”

HaShem respondeu: “Sim, mas também não há 45 pessoas justas!”

Avraham exclamou: “Então talvez haja 40 tsadikim!”

HaShem respondeu: “Não há sequer nem 40 pessoas boas em Sodoma e nas outras cidades!”

Avraham não desistiu. Continuou rezando para que fossem salvas as cidades perversas por causa de alguns tsadikim que viviam ali. Finalmente, ouviu que não havia nem mesmo dez pessoas boas em Sodoma e suas cidades vizinhas. Avraham então parou de rezar, porque compreendeu que “HaShem é um Juiz justo.” Está destruindo cidades porque todos seus cidadãos são perversos.

Os anjos enviados para destruir Sodoma e salvar Lot estavam aguardando, para ouvir se Avraham seria ou não capaz de salvar Sodoma com suas orações. Quando Avraham parou de tentar, prosseguiram viagem, para destruir as cidades depravadas.

Lot Convida os Anjos para Sua Casa e a Destruição de Sodoma

Os dois anjos chegaram em Sodoma ao anoitecer. Tinham aparência de homens.

Lot reparou neles na rua, e pediu, “Venham passar a noite em minha casa! Mas cheguem secretamente, por um desvio, porque se as pessoas daqui descobrirem que tenho hóspedes, matar-me-ão. Não passem a noite na rua!”

“Deixe-nos ficar na rua,” responderam os anjos. “É muito perigoso para você nos convidar para entrar!”

Mas Lot insistiu. Aprendera com Avraham a ser hospitaleiro. Finalmente, os anjos concordaram em ir para sua casa.

Lot assou matsot para seus convidados. Depois, disse à sua mulher: “Por favor dê sal aos nossos convidados para que temperem a comida.”

A mulher de Lot estava muito zangada por seu marido ter trazido convidados à sua casa. Pensou: “Basta que lhes dê comida, não precisam de sal para deixá-la saborosa. Podem muito bem passar sem sal!”

A mulher de Lot queria que suas vizinhas soubessem que Lot havia convidado pessoas, mas tinha medo de seu marido. Então, usou o sal como desculpa. Disse para Lot, “Vou pedir sal emprestado!”

Foi de uma vizinha a outra dizendo: “Temos hóspedes. Você nos emprestaria um pouco de sal para pôr em sua comida?”

Isso era justamente o que o povo de Sodoma precisava ouvir! Todos correram para a casa de Lot, e cercaram-na por todos os lados.

“Entregue-nos seus hóspedes, Lot!” – gritavam eles. “Queremos fazer com eles o que fazemos com todos os forasteiros!”

Lot apareceu na porta da casa e disse-lhes: “Por favor, meus irmãos,” implorou às pessoas, “não façam mal a meus hóspedes! Em vez disso, dar-vos-ei minhas duas filhas solteiras!”

“Não, queremos seus hóspedes!” – responderam-lhe os moradores de Sodoma.

“Se não os der para nós, arrombaremos a porta e entraremos à força!”

Os anjos fizeram Lot entrar na casa e fecharam a porta. Então, castigaram todas pessoas ao redor da casa com cegueira. De repente, o povo de Sodoma não conseguia mais achar a porta. Ainda assim, não desistiram de sua busca. Eram tão perversos que continuaram procurando a porta, mesmo cegos! Não desistiram até que caíram de cansaço.

O Eterno destrói Sodoma

Os anjos revelaram a Lot: “Em breve, HaShem vai destruir esta cidade perversa! Pegue sua família e fuja!”

Lot começou a juntar seu dinheiro e seus bens para levá-los consigo. Os anjos o avisaram: “Não há tempo para isso! Se demorar, também morrerá!”

Mas Lot não queria deixar seus haveres para trás. Quando os anjos viram que ele estava se demorando, pegaram-no, com a mulher e as duas filhas solteiras pela mão e levaram-nos às pressas para fora da cidade.

Os anjos advertiram: “Não parem! Continuem andando e jamais olhem para trás!”

Porque não era permitido a Lot e sua família olharem para trás?

Lot não era tão tsadik que merecesse ser salvo. HaShem o salvou e à sua família somente pelo mérito de Avraham. Como Lot e sua família mereciam ser castigados, não lhes era permitido ver o castigo dos outros.

Logo que Lot e sua família estavam fora da cidade, começou a cair uma chuva do céu. Quando esta alcançou Sodoma e as cidades vizinhas, transformou-se em piche e fogo. O fogo destruiu tudo. Ninguém conseguiu escapar. Quando as pessoas começavam a correr, seus pés ficavam atolados no piche.

A mulher de Lot tinha curiosidade para ver o que tinha acontecido com sua casa e voltou-se para trás. Imediatamente, transformou-se numa estátua de sal. Podemos compreender porque o Eterno a transformou em sal? Esse foi o castigo que ela mereceu por sua maldade, quando fingiu pedir emprestado sal para seus hóspedes.

No sul da Terra de Israel, ainda podemos ver a região onde Sodoma foi destruída. Lá não há nenhuma vegetação. A água do Mar Morto, o Yam Hamelach, é tão cheia de sal que não se pode afundar nela. Nossos Sábios estabeleceram brachot (bênçãos) especiais que se diz quando se vê o pilar de sal em que a mulher de Lot foi transformada.

Lot e Suas Filhas

O anjo disse a Lot: “Fuja para a montanha onde vive Avraham.” Mas Lot temia voltar à vizinhança de Avraham, pensando: “Quando vivia entre o devasso povo de Sodoma, o Eterno comparou-me a este, julgando-me relativamente justo, e por isso salvou-me. Porém se mudar-me para as vizinhanças de Avraham Hatsadik, serei considerado perverso, se comparado a ele.” Sendo assim, Lot rogou ao anjo para que poupasse a cidade de Tsoar, a fim de que pudesse para lá escapar. “Tsoar tem menos pecados que Sodoma,” argumentou, “uma vez que foi povoada mais recentemente.” O anjo concedeu-lhe o pedido e, em sua consideração, não destruiu a cidade de Tsoar. Lot foi assim recompensado por ter-se desviado de seu caminho para convidar os anjos, e por ter se colocado em perigo por causa dos anjos. Em troca, agora HaShem o favoreceu, salvando Tsoar.

O anjo ordenou a Lot: “Apresse-se e fuja para Tsoar, pois não posso destruir Sodoma antes que você chegue lá!” Lot e suas filhas apressaram-se para Tsoar, porém não permaneceram. Lot temia estabelecer-se naquela cidade, porque ficava muito perto de Sodoma. Em vez disso, mudou-se com as filhas para uma caverna nas montanhas, desconsiderando, assim, as palavras do anjo que lhe ordenou refugiar-se em Tsoar. Como consequência, sucedeu-se a vergonhosa história dos eventos ocorridos na caverna.

Duas grandes mulheres estavam destinadas a descender das filhas de Lot: Ruth, a mulher moabita que viria a ser a ancestral da dinastia de David e, em última análise, de Mashiach; e Naama, a mulher amonita que se casaria com o rei Shlomo, e tornar-se-ia mãe do rei Rechavam. As filhas de Lot puderam sobreviver à aniquilação em consideração às duas preciosas almas – Ruth e Naama – que mais tarde delas viriam a brotar.

Ambas as filhas de Lot eram justas e virtuosas, e aprenderam a amar a HaShem na casa de Avraham. Após testemunharem a destruição de quatro grandes cidades, e a terra engolir todos os habitantes de Tsoar (apesar de não ter sido destruída, como Sodoma), as filhas de Lot ficaram com a impressão de que um segundo Dilúvio havia varrido a terra, deixando-as como únicas sobreviventes. “Nosso pai está velho,” disse a irmã mais velha para a mais nova, “e poderá morrer. A não ser que um filho varão lhe nasça em breve, a raça humana perecerá! As filhas de Lot agiram por amor aos Céus. Encontraram vinho na caverna, o qual o Eterno preparara especialmente para essa finalidade, pois queria que ambas as nações, Amon e Moav, viessem a existir. Permitiram que o pai se embriagasse, e seduziram-no. A primeira deu o exemplo, e a mais jovem seguiu-a.

Ao contrário das filhas, Lot sabia, através dos anjos, que a destruição afetaria apenas determinado número de cidades, e não o mundo inteiro. Mais ainda, apesar de estar embriagado e não ter consciência do que fazia na primeira noite, pela manhã percebeu, e soube o que acontecera. Não obstante, permitiu-se embriagar-se novamente, sabendo perfeitamente quais seriam as consequências.

Ambas engravidaram e deram à luz filhos varões.

A mais velha era tão desavergonhada e impudente que deu ao filho um nome que indica claramente sua ignominiosa paternidade. O nome Moav vem de “Me’av”, “do pai.” A mais nova, contudo, deu a seu filho o nome de Ben Amon, que significa “filho de meu povo”, desta forma, ocultando pudicamente seu pai. Foi recompensada na época de Moshê, quando HaShem ordenou que o povo judeu não incitasse guerra contra Amon.

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